Uma Escola de Vida

Para Tomaz Morais, o rugby foi sobretudo «uma grande escola de vida. Fez parte integral do meu desenvolvimento como pessoa», afirma. «Ensinou-me coisas fundamentais, como por exemplo o saber estar com os outros, a consciência de que sozinho não sou nada, que o respeito é o primeiro valor em equipa e que devemos ser persistentes e acreditar sempre.» Define o rugby como «um jogo muito estratégico», que tem o contacto físico como característica inerente, mas que é «acima de tudo um jogo de equipa. As diferentes posições só funcionam se interligadas», reitera. «Individualmente não se consegue desequilibrar muito ou ter muito sucesso.»

É essa «pedagogia que está ligada ao jogo, os rituais e o compromisso que obriga a assumir com os outros» que Tomaz Morais procura transmitir. «Estou convencido que o suporte cientifico e o curso que tirei foi muito importante, principalmente na aplicação e organização dos conhecimentos, mas ter estado no campo, ter sentido as dores do jogo e do treino, ajudou -me na relação com os jogadores, na intuição e avaliação que tenho perante as minhas equipas. Sei perfeitamente olhar para um jogador e ver quando ele está bem ou não, quando precisa treinar e quando precisa descansar, para fazer uma equipa ter o máximo rendimento.»

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