Aprender e muito...

De visita a Portugal o treinador assistente All Black Brian “Aussie “Mclean, depois de terminar a digressão pela Europa, participou em diversas ações de análise de treino e jogo com as seleções nacionais de seniores e sub 20. Hoje em Carcavelos será o ponto alto da sua presença, no colégio St. Juliens, com a abordagem de um tema desafiante: Como desenvolver jogadores autónomos no contexto coletivo? Depois de ter passado pelos Canterbury, Crusaders, Hurricaines, Samoa e como membro da equipa dos atuais campeões do mundo que há largas décadas praticam o mais atraente estilo de rugby, serve também de referencia técnica e táctica a todos os apaixonados pelo jogo. Atualmente a sua missão como treinador é analisar detalhadamente os adversários da Nova Zelândia transpondo para o terreno as fragilidades encontradas e propondo a melhor forma de explorar os pontos mais débeis detetados. De perfil afável e simpático ajudou os treinadores nacionais a procurar outras perspetivas sobre as temáticas do rugby moderno, os seus ensinamentos tornaram-se uma fantástica oportunidade de reflexão. Destaco uma sessão com os treinadores de grau 3 onde dissertou sobre diversos temas colocados pelos presentes, realçando a capacidade para focar a atenção sobre o verdadeiro papel do treinador como facilitador no processo de simplificação deste jogo complexo para torna-lo mais eficaz em competição. Ficou evidente que o treinador eficiente é aquele que promove a discussão e o conflito construtivo, levando os seus jogadores numa descoberta guiada das ferramentas necessárias para a implementação da estratégia e do sistema tático apropriado a cada oponente. Defendeu afincadamente que a maior incisão do treinador é no inicio da semana, e que deve ir baixando a intensidade e o volume da sua voz à medida que a hora do jogo se aproxima! Revelou alguns segredos dos All Black e da sua cultura de equipa... nada é deixado ao acaso e a presença de inúmeros especialistas no apoio aos jogadores permite um desenvolvimento integral, bem como um aumento da responsabilidade individual nos momentos de tomada de decisão. Caracterizou o magnifico e inteligente jogo sem bola como a principal arma dos Neo zelandeses, ao ponto de na organização da sessão de treino haver um responsável só para trabalhar esta área. Como mensagem final, em jeito de instigação, questionou: será que todos os treinadores conseguem praticar sempre o que querem com os jogadores joguem? No limite, ou mudas o jogador ou trocas o jogador....

Data: 28.11.14
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