Finais a não perder...

A final que opõe, no Jamor, o CDUL à Agronomia é o culminar de uma época altamente competitiva com as principais equipas portuguesas a proporcionarem jogos de bom recorte técnico e grande intensidade física. A surpresa surgiu com o afastamento do campeão nacional, Direito (XV que dominou o rugby interno nas últimas duas décadas), em casa nas meias finais perante o CDUL (clube com mais conquistas nesta prova – 19). A Agronomia depois de uma época de grande constância, fruto do modelo dinâmico que agora pratica e do reforço de cinco estrangeiros de inegável categoria onde destaco o segundo centro Fijiano Meli e o médio de abertura Sul Africano de origem portuguesa José rodrigues (parece-me uma boa aposta para representar a nossa seleção), tem agora uma forte hipótese de conquistar o segundo título da sua história depois do saudoso triunfo há precisamente dez anos atrás, pelas mãos do Professor José Ricardo! O CDUL, recheado de internacionais, terá uma palavra determinante a dizer dada a experiência nestas andanças com jogadores como o Tiago Girão, Frederico Oliveira, Kiko Magalhães e Nuno Penha e Costa. O universitário lisboeta foi o único clube a utilizar o regulamento do medical joker ao contratar para as finais dois primeiras linhas que vieram dar muita consistência a um sector que atravessava problemas visíveis. Desta forma esperam-se 80 minutos de jogo de qualidade e um vencedor imprevisível. Esta final será a última de um modelo competitivo que sofrerá profundas alterações na próxima época com o alargamento temporário de 10 para 12 clubes. Pretende-se um ano de transição para que na época 2018/2019 a principal prova seja reduzida aos melhores oito clubes numa tentativa de aumento do nível competitivo. De qualquer forma sem um estudo aprofundado, baseando-se unicamente na percepção, parece-me difícil afirmar que esta redução tornar-se-á num ganho efetivo de aumento da qualidade do jogo praticado... Outro atrativo de amanhã, no mesmo local mas no inicio da tarde, realizar-se-á a final da taça challenge entre o Direito e o Cascais. Este novo formato que abrange os jogadores até aos 23 anos foi uma lufada de ar fresco no quadro competitivo e sem dúvida uma mais valia para o rugby português, espero que tenha vindo para ficar!

Data: 06.05.17
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